Umbanda - G. E. KHIM HEAN

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Dicionário Yorùbá

M

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MACUMBAS - Designação genérica dos cultos afro-brasileiros. Costumam, no entanto, distinguir-se pelas suas designações regionais: candomblés (leste-setentrional, especialmente Bahia), xangôs (nordeste-oriental, especialmente Pernambuco), tambores (nordeste ocidental, especialmente São Luís do Maranhão), candomblés-de-caboclo (faixa litorânea, da Bahia ao Maranhão), catimbós (Nordeste), batuques ou parás (região meridional, Rio Grande do Sul,,Santa Catarina e Paraná), batuques e babaçuês (região setentrional, Amazonas, Pará e Maranhão), macumba (Rio de Janeiro e São Paulo).

MÃE-CRIADEIRA - Termo de referência que designa a ebômin encarregada de atender o noviço durante o seu período de reclusão. É a responsável pelo preparo e administração dos alimentos; higiene pessoal; guarda-roupa e instrução do neófito nos mistérios do culto. Por isso, diz-se que "cria" aquele que está sendo iniciado.

MÃE-DE-SANTO - Sacerdote chefe de uma casa-de-santo. Grau hierárquico mais elevado do corpo sacerdotal, a quem cabe a distribuição de todas as funções especializadas do culto. É o mediador por excelência entre os homens e os òrìsà. 0 equivalente feminino é denominado ialorixá. Na linguagem popular, são consagrados os termos pai e mãe-de-santo. Nos candomblés jeje - doté e vodunô; e nos angola - tata de inkice.

MÃE-PEQUENA - Título honorífico feminino que corresponde à segunda pessoa na ordem hierárquica de uma casa-de-santo. Também ocorre a forma ia-kekerê. Seu equivalente masculino é pai-pequeno. Diz-se, também, mãe ou pai-pequeno daquele que, ao lado da mãe ou pai-de-santo, encarrega-se da formação do iaô (vd. Filho-pequeno).

MÀRÌWÒ - As folhas desfiadas do dendezeiro (Elaeis guyneensis, A. Cheval, PALMAE) que guarnecem as entradas de uma casa-de-santo contra os egún, os espíritos dos mortos.

MATAMBA - Divindade das tempestades e do Rio Niger, mulher de Ògún, e, depois, de Sòngó. Relacionada com os vendavais, os raios e os trovões. Sincretizada com Santa Bárbara. Seu dia da semana é a quarta-feira. Suas insígnias são a espada e o espanta-moscas de crinas de cavalo. Suas cores são o vermelho escuro e o marrom. Considerada a mãe dos egún, que é a única a dominar. Saudação - "Eparrei !"

MAWU - Este é o nome pelo qual se conhece, no Brasil, Obàtálá (o Senhor do Pano Branco) e significa "o grande òrisà". Filho de Olóòrun (vd.) foi encarregado por este de criar o mundo e os homens. Nesta ultima condição é portador dos títulos de Àjàlá, Àjàlámò e Alá-morerê. Apresenta-se ora como um jovem guerreiro, simbolizado pelo arrebol - Òsògìnyón, ora como um velho, curvado ao peso dos anos, simbolizado pelo sol poente - Òsòlúfón. Suas insígnias, em prata lavrada, são, em conseqüência, ora a espada e o pilão, ora o òpásorò - um bastão com aros superpostos, adornados de pingentes, encimados por um passado (em geral uma pomba) - símbolo do poder. Costuma-se sincretizá-lo com Nosso Senhor do Bonfim. Sua cor heráldica é o branco e seu dia a sexta-feira. A ele se dedica a grande festa popular da "lavagem do Bonfim" (vd. Lavagem). Saudação - "Eèpàà bàbá! Eèpàà èé!"

MOJÚBÀ - Louvação endereçada aos ancestrais ilustres, forças da natureza e aos próprios òrìsà, durante os ofícios litúrgicos.

MUZENZA - Diz-se dos filhos-de-santo nos candomblés de "nação" angola. 0 mesmo que iaô. Por extensão, designa a primeira saída pública do neófito no rito angola. Significa, literalmente, "estranho ser animado", na etimologia da língua kikongo.